quarta-feira, 30 de junho de 2010

Página íntima

O diário, que diferente do jornal, às vezes pula as páginas dos dias, parece uma espécie de confessionário, no entanto, resta-nos hesitar entre a confissão e a ficção. Cânones o fizeram, acadêmicos, tantos bloggeiros, conhecidos e anônimos, soltar a voz ou a palavra ainda que escrita, digitada, é uma forma de expressar certa inquietação. 

Escolher os matizes que quer mostrar, esconder o desenho que não deu certo, e avançar com uma música, uma musa ou solitário, para romper o silêncio das salas vazias, das noites sem lençol amassado, do cinza que invade janela, céu, sofá, das paredes que escondem seus rabiscos numa massa de tinta densa e já desgastada, do corpo que se articula devagar ou rápido pelo longo ou pequeno corredor tentanto capturar o esboço da alma.

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